Parti no mesmo dia em que a primavera chegou.
Fui para onde não há primavera. Onde o ar é (quase) sempre quente. Onde as pessoas não têm tempo para sentir falta da primavera. [Como é que é possível as pessoas viverem sem a primavera? No entanto, para muitas pessoas, simplesmente não há primavera.] Onde as pessoas nem se apercebem que há aves, simplesmente porque não as conseguem ouvir. Ou porque estão um pouco ocupadas. Desatentas?
Mas estou de volta. Dez ou onze dias depois do calor do deserto, volto a casa e tudo está diferente. É primavera!
Sentada no mesmo banco, no jardim, já nada é igual. Os pássaros têm novas melodias, as árvores e os arbustos estão cobertos de flores, os esquilos não param de saltitar e o gaio diz good morning. Uma nova colecção de sons, cores e cheiros que só a primavera nos sabe dar.
Apenas o vento continua a soprar indiferente.
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