sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ainda penso em ti

Não sei quanto tempo passou, mas eu ainda me lembro de ti. Às vezes, penso mesmo em ti. Tão sozinha e sossegada naquela fria manhã de Inverno. O que te teria acontecido? Quem te perdeu?
10:10 – deitada sobre a areia humedecida, voltada para a fraca ondulação naquela zona onde o rio encontra o mar;
11:11 – deitada sobre a areia humedecida, voltada para a fraca ondulação naquela zona onde o rio encontra o mar;
12:12 – deitada sobre a areia humedecida, estavas exactamente como antes.
Não fiquei para as 13:13, 14:14 nem 15:15. Tu ias continuar voltada para aquela zona de fraca ondulação e eu já não podia fazer nada.
Ninguém fez nada. Ninguém soube ou vai saber o que aconteceu. Ninguém soube ou vai saber o porquê e eu ainda me pergunto porque estarias tu a olhar tão fixamente para aquela água.
Não encontrei ninguém da tua família nem dos teus amigos, ou sequer alguém mais afastado. E até hoje, ainda não tive o prazer de encontrar uma foca em socialização ou em repouso, em deslocação ou em alimentação.
Seja como for... Vou continuar a procurar. 

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