Não
te ouço. Não te consigo ouvir. O que é que se passa? Faz demasiado frio aqui, é
isso?
Bem,
se é pelo frio, eu compreendo. Mas não deixo de sentir a tua falta.
Estiveste
sempre bem perto de mim. Desde que me lembro, mesmo desde criança. Observando
tudo à tua volta lá do alto do teu ninho ou pousada nos arrozais, em busca de
algum pequeno vertebrado mais desatento.
De
repente, tudo muda. Não te vejo nem te ouço. E já lá vai tanto tempo que eu me
encontro sem ti. Tenho saudades. Sim, tenho muitas saudades.
Aqui
também estou rodeada de aves mas não há nenhuma que, como tu, me desperte com o
seu frenético noc-noc-noc-noc-noc-noc ao bater o bico. Isso só tu sabes fazer!
O
meu acordar não é o mesmo sem ti. Os meus passeios não podem ser iguais.
E
mesmo não sabendo se aprecio mais a tua vaidade ou o teu jeito preguiçoso, a verdade
é que sinto a tua falta e sinto falta do que me fazes sentir.
…wishing to
see you soon :-)
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